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chão de céu
chão de céu
eu piso na estratosfera sinto a lua me orientar saio enfim da terra vejo o meu céu de mar
azul como o calor que se inverte ao meu ver quando senti meu amor o vento enaltecer
piso em pássaros como skate nas ruas, nuvens que manobro um flip numa escada de vento que nem invento, só olho
o laranja desse chão me faz ficar encurvada, olhar ser tomado de escuridão para o beabá do luar
as nuvens em minhas mãos a via láctea no submundo no meu céu, as construções na minha brisa, o meu mundo
as estrelas de postes os carros, aviões o meu sul, o norte acha norte nas mansões
as montanhas toco o topo como quem toca estalactites nas cavernas do meu morro o meu céu que os outros vivem
tem momentos que eu sinto a altura como algo mau o foguete, meteoro vivo quando eu chegar no plano astral
piso no Cruzeiro do Sul que me orienta desde já o meu céu, tão azul verde, cinza, mar
meus carros tem asas minhas motos tem hélices o meu gêiser que sai de nuvens molham, deixam os céus férteis
de dia, pipas vem me irritar prendo elas nas estrelas movo elas, medo de me cortar às vezes, o céu incendeia
vem um tiro lá do alto disparada de corridas penso se é necessário esse medo, essas neblinas
lá em cima as vezes brilha de laranja, sai fumaça sobe tudo para minha retina mas daqui a pouco passa
meu chão de céu instável de ventos fortes meu ozônio, seu papel minha brisa, tenho sorte
Chão de céu
Eu ando na camada alta do céu Sinto a lua me guiar Finalmente saio da terra Vejo meu céu como um mar
Azul como o calor Que muda quando olho Quando senti meu amor O vento se destacou
Ando sobre pássaros como se fossem skate Nas ruas, nuvens que controlo Um truque numa escada de vento Que não invento, só vejo
O laranja desse chão Me faz ficar curvada, olhar Ser tomado pela escuridão Para o básico do luar
As nuvens em minhas mãos A via láctea no submundo No meu céu, as construções Na minha brisa, o meu mundo
As estrelas dos postes Os carros, aviões Meu sul, o norte Encontra o norte nas mansões
As montanhas toco o topo Como quem toca pedras que pendem Nas cavernas do meu morro Meu céu que os outros vivem
Há momentos que sinto A altura como algo ruim O foguete, meteoro vivo Quando eu chegar no plano astral
Piso no Cruzeiro do Sul Que me guia desde já Meu céu, tão azul Verde, cinza, mar
Meus carros têm asas Minhas motos têm hélices Meu gêiser que sai de nuvens Molham, deixam os céus férteis
Durante o dia, pipas me irritam Prendo-as nas estrelas Movo-as, medo de me cortar Às vezes, o céu incendeia
Vem um tiro lá do alto Disparada de corridas Penso se é necessário Esse medo, essas neblinas
Lá em cima às vezes brilha De laranja, sai fumaça Sobe tudo para minha retina Mas logo passa
Meu chão de céu Instável de ventos fortes Meu ozônio, seu papel Minha brisa, tenho sorte