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A dança da noite
A dança da noite Vitor Henrique Miquelin Balachi
No fundo da noite tensa, O lobo é sempre mau. O álcool é a recompensa De um mundo que é animal.
Eu cantei, eu dancei — gritei, Esquecimento, enfim. E nunca, jamais, me cansei; A noite viveu por mim.
Garrafas foram quebradas, Vidraças foram partidas, As mortes foram juradas As balas foram perdidas.
Num ato sem direção Soou em meio ao barulho Perdido na obsessão, Traído por seu orgulho.
Mancharam-se as mãos de pólvora, E vidas no ar bailaram. Ao chão caíram respostas Das bocas que se calaram.
A dança da noite
No fundo da noite escura, O lobo é sempre perigoso. O álcool é a recompensa De um mundo que é selvagem.
Eu cantei, eu dancei — gritei, Esqueci de tudo, finalmente. E nunca, jamais, me cansei; A noite viveu por mim.
Garrafas foram quebradas, Janelas de vidro foram destruídas, As mortes foram prometidas As balas foram desperdiçadas.
Num ato sem rumo Soou em meio ao barulho Perdido na obsessão, Traído por seu orgulho.
As mãos foram manchadas de pólvora, E vidas no ar dançaram. Ao chão caíram respostas Das bocas que ficaram em silêncio.