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Bruno e Netuno
Bruno e Netuno
Se eu não sou o bastante para nada que me ocorre por que me sinto tão distante quando uma lágrima escorre?
Talvez a vida seja fácil e eu meta-lhe fórmulas para me lembrar do passado recuperar algo sem volta
A minha "eu" que já não existe mas eternamente em mim vive como o mais profundo remorso de ter permanecido em ócio
Se eu continuar a esperar como já diz a inércia nada me acontecerá a morte ainda me espera
Como meu professor diz "é necessária a aplicação de uma força" mas Bruno, eu nunca quis me tornar alguma coisa
Além do que já fui e seria queria permanecer sem rumo em direção a entropia ou a órbita de Netuno
O universo todo é vazio se não existir o observador meu mundo há de ser colorido e mesmo que eu sinta amor
Dentre tudo que já me quis me perdi naquilo que me repulsa não me surpreendo de ser feliz pois não travei nenhuma luta
Mesmo que eu só quisesse ser vista Analisada e descrita Ser amada sem obrigação de nunca mencionar o "não"
Meu desejo é ser amada de verdade quando já não tiver utilidade só a liberdade de observar a arte me tornar e fazer parte
De tudo que sempre achei bonito a vastidão, o infinito Finalmente me dar conta que foi bom ter existido
Se o paraíso é algum lugar material ou imaterial espero que seja o que não posso imaginar algo além do bem e do mal
Para que quando eu veja possa me alterar completamente ser uma só com tudo que me cerca não ter corpo, alma ou mente
Por fim, ser algo sem a necessidade de seguir todas as leis da física Bruno, me desculpe pela vaidade eu ainda quero ser algo em vida
Alguma das luas de Netuno algum dos alunos do Bruno Sempre hei de pertencer a algum grupo Sempre hei de ser um submúltiplo
Disso se faz a existência me transmuta a consciência agradeço pela oportunidade de viver sem inércia, mas plena
Bruno e Netuno
Se eu não sou suficiente para nada que me acontece por que me sinto tão longe quando uma lágrima cai?
Talvez a vida seja simples e eu a complique para lembrar do passado recuperar algo que não volta
Meu "eu" que já não existe mas vive em mim para sempre como o mais profundo arrependimento de ter ficado sem fazer nada
Se eu continuar esperando como diz a inércia nada acontecerá a morte ainda me espera
Como meu professor diz "é preciso aplicar uma força" mas Bruno, nunca quis me tornar algo
Além do que já fui e seria queria ficar sem rumo em direção à desordem ou à órbita de Netuno
O universo todo é vazio se não houver quem observe meu mundo será colorido e mesmo que eu sinta amor
De tudo que já quis me perdi no que me repele não me surpreendo de ser feliz pois não lutei
Mesmo que eu só quisesse ser vista Analisada e descrita Ser amada sem obrigação de nunca dizer "não"
Meu desejo é ser amada de verdade quando não tiver utilidade só a liberdade de ver a arte me tornar e fazer parte
De tudo que sempre achei bonito a vastidão, o infinito Finalmente perceber que foi bom ter existido
Se o paraíso é algum lugar material ou imaterial espero que seja o que não posso imaginar algo além do bem e do mal
Para que quando eu veja possa me mudar completamente ser uma só com tudo ao redor não ter corpo, alma ou mente
Por fim, ser algo sem precisar seguir todas as leis da física Bruno, desculpe pela vaidade ainda quero ser algo na vida
Alguma das luas de Netuno algum dos alunos do Bruno Sempre pertencerei a algum grupo Sempre serei um submúltiplo
Disso se faz a existência me transforma a percepção agradeço pela oportunidade de viver sem inércia, mas plena